Cuidados no Carnaval: glitter faz mal para a pele?

Os cuidados no Carnaval devem ser sempre pensados, para evitar qualquer tipo de problema durante e após as comemorações.

E, durante esses dias, o glitter é um dos protagonistas. Sempre presente para agregar nas fantasias ou apenas para dar um toque a mais na maquiagem.

No entanto, uma das maiores dúvidas entre as pessoas que gostam da folia, é se esse produto faz mal para a nossa pele e o que se deve fazer em casos de alergias.

Pensando nisso, preparamos um conteúdo com dicas e indicações profissionais da doutora Paula Sian, para que você possa aproveitar o feriado, sem abrir mão dos cuidados no Carnaval, confira!

O que diz uma profissional sobre o assunto?

Segundo a doutora Paula Sian, o glitter é um material inerte, ou seja, ela possui uma pouca quantidade de química para liberar sobre a pele.

O maior risco desse item está presente na cola que é usada para fixá-lo no corpo e nos corantes que são adicionados nos produtos.

“O que fica no glitter na pele pode irritar, por conter adesivos, cola, derivados de borracha e corantes artificiais. Isso pode causar alergia e entupimento de poros, acne, foliculite, entre outras questões de pele”, explica a especialista.

Quais cuidados no Carnaval tomar ao utilizar glitter?

Segundo a dermatologista, para manter os cuidados no Carnaval, o ideal seria utilizar apenas o glitter em pó, sem cola e sem nenhum tipo de adesivo, para reduzir os riscos.

“Existem alguns cremes com glitter que têm menos química do que as tintas plásticas com glitter. Isso reduziria o risco de alergia”, alerta a médica.

Um outro ponto importante é manter a pele sempre hidratada, porque assim, o corpo passa a ter uma barreira de proteção.

Levando essas dicas em consideração, a médica recomenda evitar acessórios que sejam muito apertados ou que fiquem raspando na pele, pois eles podem ferir e deixar marcas e cicatrizes desnecessárias no corpo.

Outro ponto importante é evitar usar os produtos na pele machucada e sempre utilizar protetor solar antes do glitter.

“Mesmo com glitter, não esquecer de reaplicar o protetor solar a cada 3 horas. Pele queimada de sol não pode usar glitter”, conta a doutora Paula Sian.

E quanto a alergia ao glitter?

É possível que algumas pessoas tenham alergia ao glitter. Isso ocorre por conta da presença de metais, corantes e substâncias químicas na sua composição.

Essa reação ocorre mesmo quando todos os cuidados no Carnaval são tomados, pois depende do organismo de cada um.

Segundo a especialista, não tem como saber antes de acontecer, então, possivelmente, uma pessoa só descobrirá que possui resistência a esse tipo de material após o uso.

No entanto, quem possui alergias a tintas, colas, adesivos e emborrachados, possuem uma chance maior de apresentar desconforto após usar o glitter, já que ele conta com alguns componentes em comum com os outros produtos.

Alguns dos sinais que devem ser analisados e que mostram que devemos retirar o glitter do corpo são:

  • Coceira;
  • Vermelhidão;
  • Bolinhas vermelhas;
  • Descamação.

Nesses casos, a doutora Paula Sian recomenda que a pessoa lave rapidamente a pele afetada com água fria e sabonete.

Se for uma área pequena do corpo e com pouca irritação, é possível usar apenas um creme hidratante para “acalmar” a pele.

“Mas se ferir a pele, coçar demais, fazer calombos, vale a pena procurar atendimento médico, pois talvez precise de medicamentos orais por alguns dias. Já em caso de foliculite por entupimento dos poros, pode ser necessário o uso de antibióticos via oral também”, alerta a dermatologista.